Que pena ! Não é de mim que estou falando... Meus 18 anos se passaram faz muito tempo! Mas acho que posso transformar essa linda e deprimente lembrança, em algo que possa gerar em mim e em você reflexões sobre a dádiva da mudança! E para isso não tem idade, graças a Deus!
Minha filha primogênita, fará em outubro 18 anos. Vejo nela muita energia, o frescor da juventude desabrochando sem timidez, e olho para pele de seu rosto, suas mãos, seu corpo e fico admirando toda a beleza que surge dia após dia.. Sua coragem, ousadia de ser ela mesma e tambem da linda e doce ilusão de acreditar que tudo nesta vida depende de sua vontade, de suas ações e que o mundo não é tão mal como algumas pessoas insistem em dizer.
A grande maioria dos jovens, sentem profundo anseio para serem LIVRES. Querem se libertar dos pais, das regras , das broncas, dos conselhos e pouco sabem que ser livre, implica em serem responsaveis por seu corpo, seu futuro, e as consequencias de suas escolhas.
Mas, não estou aqui para falar de filhos, mas sim do que aprendemos com eles, com o casamento, com o trabalho, com a comunidade que vivemos enfim, como vivenciamos os anos seguintes aos 18.
Tenho a impressão que muitas pessoas, ainda vivem presos a tantas ilusões, lembranças do passado, e sonham de olhos abertos com a possibilidade de que, se um dia pudessem voltar atras, construiriam suas relações com seus pais de forma mais amorosa, mais compreensiva, arriscariam mais por ideias importantes, cometeriam menos transgressões.
Errar é natural e faz parte do crescimento, do aprendizado. Mas, errar por errar não deixa muitas lições de vida, eles acumulam consequencias que cedo ou tarde virão.
Tenho uma boa noticia. Podemos fazer isso hoje mesmo.. O primeiro passo é compreender que somos 100% responsaveis por nossa vida.. Encontramos justificativas bem elaboradas para dizer que o outro é o grande culpado por nossa historia não ter sido mais alegre, produtiva ou feliz!
É certo que, pessoas marcam nossas vidas e podem prejudicar nossa caminhada, mas isso não determina que será sempre assim. Somos nós que reagimos ou não as intemperies da vida e não o outro.
É preciso aceitar que já não somos mais tão inocentes como éramos aos 18. Tudo parecia magico, o dinheiro surgia mesmo quando nossos pais diziam que estavam sem ele, os relacionamentos eram quebrados e logo ali, formavam-se outros instantaneamente.
Aos 30,40,50,60 anos ou mais, será que estamos achando que tudo pode mudar de uma hora para outra sem demandar de nós energia, perseverança e tomadas de decisões muitas vezes dolorosas? Vamos continuar a encontrar justificativas bem elaboradas para nos livrar da responsabilidade?
Aos 18, queríamos ser livres, aos 30 ou mais, queremos dar nossa vida para alguem cuidar, e que este alguem, nos leve a realização de nossos desejos e nos mostre onde está a felicidade. Viver assim traz consequencias sérias que vai impactar não somente nossa vida, mais as pessoas que vivem ao nosso redor.
Mudar o rumo da decepção, da frustração e da culpa é fazer tudo diferente, é abrir novas conexões com as pessoas, é experimentar outras alegrias e outros sonhos, é resgatar o que ficou perdido, é jogar fora muita coisa que já não serve mais...
Há de se ver uma luz no fim do túnel, Há de se ter a esperança de poder mudar o rumo desta prosa chamada VIDA.
Para isso a solução começa em nós. As perguntas sem respostas começam a fazer sentido quando voltamos os questionamentos para nosso interior.
Quantas vezes assumimos nosso erro? Quantas vezes deixamos de buscar ajuda, preocupados com que os outros vão pensar? Quanto tempo perdemos na vida, esperando um salvador para nossas frustraçoes e um realizador para nossos sonhos?
Essas perguntas são muito valiosas. Experimente dizer: Eu errei, como posso acertar da próxima vez? Não consigo resolver isso sozinho, a quem vou procurar? Quanto estou comprometido com minha vida? Tenho objetivos? Foco ?Tenho uma missão ?
A partir desses questionamentos, podemos vislumbrar um presente e um futuro melhor. Podemos sem sombra de dúvida, usar nossas experiências para contribuir com outros. Vamos descobrir que viver é ter vontade de ser feliz, podemos planejar, ter metas na vida, assim encontraremos um pouco mais de segurança num mundo de instabilidade. O caminhar é o grande X da questão, o cumprimento do objetivo é o fim e o começo de outro.
Vamos exercitar nossos olhos para ver o que temos e não o que nos falta. Só assim não vamos perder o desconhecido que pode nos abrir portas para novas experiências e aprender. Podemos romper com crenças limitantes que só nos deixam parados e podemos formar outras crenças mas essas serão impulsionadoras.
Descobrir que podemos ir alem, é fazer uso saudável de tudo que temos internamente.
Todos os dias, quando acordarmos, agradeçamos a Deus, por mais uma oportunidade de viver. Não é apenas mais um dia, é uma outra chance de poder recomeçar, concertar, viver, sentir outra vez, ou pela primeira vez.
Não perca tempo vivendo do passado, levante-se e viva com foça para mudar!
É tempo de aprender a aprender. Mudança já!
Abraços
